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PRECISO DE TI PARA VIVER

24, junho, 2009

PRECISO DE TI PARA VIVER

inocencia_erotica
Sady Mac


Não atentes, nem invente
contra os sonhos meus
Creia
sou amor
sou paixão
desejo e
sedução
Quando me encontro em ti
me liberto
Sou criança mimada
de pé no chão
das incertezas do não
quando me cala
das certezas do sim
quando me quer
O meu ar
é o teu que respiro
Sou carência adormecida
A despertar nos lábios teus
Envolto em seus braços
sou refém
do corpo teu que me aquece
das mãos que me percorrem
em carícias
arrancando de mim palavras perdidas
quando morde os lábios
me provoca
atenta
íncita
sou consumo dos teus desejos
Me usa
com tua sanha de amar
Dos dias de amor descontrolados
Quando te apossas de mim
esquecemos de tudo
Sou teu
somente teu
todo teu
és minha
Em noites que não te vejo
esmoreço
Me perco, viro solidão
Fico sem chão
dependente
estranho
impaciente
um homem carente
sem ti a minha vida
é de um amargo na boca
da agonia no peito a doer
preciso
me alimentar do teu amor
para viver

Para ti Djane minha amada para sempre….

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SONHOS DA CALÇADA

1, junho, 2009

Sonhos da calçada

calcada2_2501Sady Mac

Noite que me fascina,
ao caíres,
te cobre de negro
e te apossas de mim.
No murmurar do vento
que te acompanha,
tento te desvendar.
Te percorro,
vou ao teu encontro,
é mais uma madrugada
que me fazes companhia,
neste meu procurar.
Ando ao léu,
sem destino,
a mercê dos seus braços.
Luzes fantasmagóricas
passam apressadas,
musicas distantes,
tocam abafadas,
sem vidas,
tentando se libertarem
de suas clausuras.
Belas moças nas paredes,
quadros vivos ao  luar
a distribuírem sorrisos tentadores.
Bêbados em seu bailado grotesco,
sem par,
sem vida.
Crianças ao chão,
inocência perdida,
sonhos da calçada
que a escuridão apaga…

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FACE TO FACE

31, maio, 2009

Face to face

pikjlckjio

Afonso Estebanez

De todos os momentos insondáveis
mais bonitos da vida de uma mulher
– aquele em que ela toma a bandeira
sacode a poeira da breve amargura
e faz vibrar na alma as armas doces
de todo o encanto e formosura
na defesa ou conquista do amor
fundamental de sua vida…

Esse é o mais belo de todos.

Face a face, a alma de um homem
que tem as portas e janelas abertas
para o amor mais simples e fraterno,
sempre sabe quando esse momento
o encontra… E talvez o faça eterno…

Andar pelo mundo de vida pronta
e alma completa bem poderia ser,
a despeito de todas as melancolias
das prontas filosofias de plantão,
a maior e mais sábia recomendação
para os que acreditam ser possível
viver com a cabeça nas estrelas
e os pés no chão…

E não é tão complicado assim
caminhar num chão de estrelas…

sady Poetas e poetisas (diversos), Uncategorized , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

TEMPORAL

29, maio, 2009

Temporal

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Sady Mac

O céu se pintou de preto
Nuvens rolavam em cascatas
Clarões assustadores retumbavam
O dia chorou, a  terra empoçava água!
valetas se fizeram rios
Nada em volta, tudo deserto
Pingos fortes a encharcarem o chão
A janela embaçada bruxeava claridade

A pracinha se fez só, sem vida
Assustadora noite se fez
Nada em volta movimentava
O vento negro  uivava
Os galhos estalavam
Contra o vento que acudia
Da rua deserta que sofria
Castigada pelo temporal
O velho se encurvava triste

Olhar entorpecido pelo tempo
Enclausurado num canto a sua sorte
Mendigando aos céus clemência
Dos que não tinham nada para receber
Apenas as estrelas para amar e confidenciar
E aquela noite seria sem lua
De sua vida sem vida…
Só de temporal…

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SALVEM O MEU RIO

26, maio, 2009

Salvem o meu rio

411 

 

Sady Mac

Das nuvem escuras do céu
os pingos se fizeram chuva
Caíram sobre a terra seca
poças logo se formaram ao chão
Vejo-me criança, feliz, pés descalços
correndo, pulando, chutando água
fazendo barquinhos de papeis
que se iam sem destinos
nas cachoeiras formadas
nos valos das calçadas
Veias de água a serpear
Em murmúrios
perdidas em direção ao rio…
Ah! Quanta imaginação
Nestes meus sonhos de menino
Hoje vejo com amargura
o meu rio tão tristonho
Poluído de águas turvas quase parando, sem vida…
Meu rio, meu rio…
Das poças da minha infância
Onde me banhava, brincava em tuas águas cristalinas
Agora  tão maltratado, agonizando
salvem o meu rio, os rios…
sem eles a vida será em vão…
Quem sabe depois da chuva
O arco íris se abra
Em suas cores a se espalhar na imensidão
Nos meus sonhos de menino
Verei você gracioso novamente, límpido, caudaloso
A correr em direção ao mar
Salvem o meu rio…

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NO SILÊNCIO TEU

24, maio, 2009

No silêncio teu

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Sady Mac

Se no teu silêncio me amas
Conheces minh´alma, minha essência
Diz que te machuco aos poucos
Como espinho cravado da rosa ao chão…

Murmuras palavras que se perdem
Neste labirinto sem saída
Fragmentada a dor de quem ta só
Te aqueces em desejos e me furtas os carinhos
Nos teus medos e anseios ocultos…

Es meus pensamentos agora inacabados
Da distância tua ao meu eu perdido
Sou o teu sonho desta noite
Em que me espera em desejos…

 

 

 

 

Dedicado à minha musa,amada,amante,namorada,enamorada…à minha ESPOSA Djane.

Os direitos autorais são protegidos

pela lei nº 9610/98, violá-los é crime

estabelecido pelo artigo 184

do Código Penal Brasileiro.

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MANUTENÇÃO DA VIDA NA TERRA

23, maio, 2009

Manutenção da vida na terra

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Sady Mac

Roda, gira, vira e se vai!
Milhões de anos sou assim
O teu mundo que continua resistindo
As agressões que me fazes …

Cortas a seiva da minha vida
Mutilado enfrento a dor de dar tanto
Tão pouco receber de volta
Moribundo estou e você não percebe…

Para, parem…Eu sou a vida de vocês
Sou o ar que tu respiras todas manhas
A terra abençoada, arada, plantada
o alimento que te sustenta…

Sou o sol a te iluminar Todos os dias
A te aquecer quando tens frio
Sou lua das noites estreladas que admiras extasiado
E te acalento os sonhos ao dormir…

Este teu mar azul, imenso, lindo
Que olhas a se perder de vista
E pensativo ouve seus marulhos
Um canto a natureza, ou um grito de socorro…

Estas nuvens carregadas
A despejar sobre a terra o liquido da vida
E na terra molhada, castigada
Vêem brotar a vida adormecida…

Sou a mata verde que destrói
Abrindo clarões sem piedade
Da serra que me corta sem dó
Expondo meu cerne caído ao chão…

Parem, pensem!
Eu sou sua vida que te mantém em pé
A vida sua é a minha vida
Parem de se mutilar e cuidem de mim…

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POESIAS ERRANTES

12, maio, 2009

POESIAS ERRANTES

Sady Mac

Poesias errantes que se perderam no tempo
e falaram de amor,  que ficaram ou que partiram.
Adormeceu na cópula dos apaixonados
e se embalou em carinhos, sussurrastes baixinho,
quase em silencio encantastes muitos corações
no teu bater descompassado, trepidante  ao som da melodia.
Sob o afago das mãos ansiosas de carinhos,
beijos inebriantes, confissões, juras de amor.
lagrimas teimosas de desejos
a  escorrerem em faces afogueadas.
E como testemunha escutastes confidencias,
viu o nascer do amor, o tilintar dos sexos , os gritos de prazer,
e lá  estavas sempre presente.
Virastes  flor que beijadas foram dadas a muitas amadas,
murchou, quase desistiu mas  foi em frente
e se abriu em lindas pétalas,
e no encanto de suas cores, conquistastes muitas paixões .
E no sonhar dos poetas fostes estrelas, lua, sol, céu, mar,
a chuva que molha a terra,  a semente que brota do chão.
Foi amante, foi amada, foi sorriso,  choro, alegria, tristeza,
o início, talvez o fim…
Percorreu mar, terras, ares, conheceu outros amores.
És  inspiração , sedução.
foi mulher, foi homem,sem sexo,  todos te usam para amar.
Esta poesia andarilha teve tropeços, andou na boemia das madrugadas
nasceu em muitos bares, dormiu nas calçadas da vida
nem sempre achastes guarida
enroladas, amassadas, jogadas fora, rolastes pelo chão.
Conheceu  o frio do não , o calor do sim
mas jamais perdestes teu encanto
nunca deixou de ser poesia…

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Um natal de sonhos para você