Salvem o Brasil!

JULENI ANDRADE
Às margens do que era um rio…
algo foi dito, ou não dito.
_ E, o povo?
Não gritou, nem ouviu!
Se o tal Sol brilhou, ninguém viu.
_ A Liberdade, a igualdade, quimeras são?
Se é forte o braço, arrebenta o laço?
_ O braço é forte! Carrega o fardo!
O peito desafia o dia a dia…
O sonho é sonhado, ainda!
Amor e esperança… esperamos que desçam
à Pátria do cruzeiro, do cruzado, do real…
onde as nuvens negras escondem constelações.
Bronzeia-se, o gigante verde amarelo…
deitado ao Sol da América Latina.
Belo e forte, dentre os demais explorados
pelo mercantilismo civilizador de outrora.
_ São mais ricas as suas matas?
_ Cobiçadas, são! E, não as guarda!
Corta sem dó! Abrem pastagens e lavoras…
Transformam madeira em metal!
_ A justiça é forte? A paz futura chegou?
_ Do passado cantam supostas glórias…
E, aqui no tal futuro:
a Lei é assassinada pela impunidade.
Mas, é terra adorada, amada, querida…
ao menos de quatro em quatro anos,
quando as flâmulas esvoaçam à cada gol!
Salve! Salve!
Pátria amada, idolatrada…
Terra adorada!
Salvem o Brasil!
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