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DEIXA EU TE AMAR

6, outubro, 2009

DEIXA EU TE AMAR

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Sady Mac

Chega mais, mais, encosta no meu peito
bem juntinho, assim…aninha-te em meus braços
e sente  as batidas aceleradas  do meu coração
Não fala nada,  não diz nada
apenas escuta o som da minha respiração a te arrepiar
ao leve roçar  da minha boca úmida de desejos
Deixa eu entrar nas profundezas deste teu olhar
descobrir o seu interior
e provar a doçura de teus lábios
nesta prova de paixão
Não liga para este descontrole  trêmulos das minhas mãos
a te percorrer  investigativo
querendo te apalpar,  te possuir, desvendar  teus contornos.
Não liga não, são gestos de saudade,de carinho,de amor…
culpa desta tesão louca que me descontrola
ao simples contato seu…
deste ar quente que emana de teu corpo
parecendo um vulcão prestes a explodir.
Deixa eu te amar
meu coração te suplica,quer aconchego,quer colo,
quer simplesmente te amar…

Amada esposa,amo-te e peço sempre…deixa eu te amar.

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O AMOR

9, julho, 2009

O Amor

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Janete Oliveira

Já é madrugada, as luzes ainda acesas
no quarto de dormir, num toque seu,
nossas siluetas se fundem, descobrem suas belezas,
no abraço, no corpo que é meu e tão teu.

A noite silenciosa se faz cúmplice, na escuridão,
de gemidos pronunciados aos sussurros,
movidos pelos beijos molhados da paixão,
naturalmente refletidos, dois corpos desnudos.

Ao som de uma canção, no silencio perfeito,
na dança da vida, no embalo do amor,
em total êxtase, corações aos pulos no peito,
pensamentos parados, curtindo o sabor.

Aos poucos despencamos no leito, cansados,
com os olhos brilhantes, de felicidade,
a luz se apaga, adormecemos abraçados,
até amanhecer,quando no despertar, vem a saudade.

E tudo se repete, mais uma vez,
momentos inteiros, de entrega e carinho,
e o dia começa com o amor que se fez,
até a noite chegar e voltarmos ao ninho!

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A NOITE

21, maio, 2009

A NOITEanimation20soledad1

Soninha Porto

O poeta aprisiona
fragmentos da noite

sacia a alma no beijo do luar,
no sabor quente
da cama dos amantes,
ao beber seus ritos e vícios
ao som dos copos de bar.

Farta-se no silêncio que acalma,
no breu que estremece
dos becos e vãos
nas esquinas da mente
dos versos febris.

Chora e briga com a solidão,
ri e faz amor com a vida.

O poeta rende-se à noite
que é criança, dama e meretriz,
em sua boca e ventre suga poesia.

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POESIAS ERRANTES

12, maio, 2009

POESIAS ERRANTES

Sady Mac

Poesias errantes que se perderam no tempo
e falaram de amor,  que ficaram ou que partiram.
Adormeceu na cópula dos apaixonados
e se embalou em carinhos, sussurrastes baixinho,
quase em silencio encantastes muitos corações
no teu bater descompassado, trepidante  ao som da melodia.
Sob o afago das mãos ansiosas de carinhos,
beijos inebriantes, confissões, juras de amor.
lagrimas teimosas de desejos
a  escorrerem em faces afogueadas.
E como testemunha escutastes confidencias,
viu o nascer do amor, o tilintar dos sexos , os gritos de prazer,
e lá  estavas sempre presente.
Virastes  flor que beijadas foram dadas a muitas amadas,
murchou, quase desistiu mas  foi em frente
e se abriu em lindas pétalas,
e no encanto de suas cores, conquistastes muitas paixões .
E no sonhar dos poetas fostes estrelas, lua, sol, céu, mar,
a chuva que molha a terra,  a semente que brota do chão.
Foi amante, foi amada, foi sorriso,  choro, alegria, tristeza,
o início, talvez o fim…
Percorreu mar, terras, ares, conheceu outros amores.
És  inspiração , sedução.
foi mulher, foi homem,sem sexo,  todos te usam para amar.
Esta poesia andarilha teve tropeços, andou na boemia das madrugadas
nasceu em muitos bares, dormiu nas calçadas da vida
nem sempre achastes guarida
enroladas, amassadas, jogadas fora, rolastes pelo chão.
Conheceu  o frio do não , o calor do sim
mas jamais perdestes teu encanto
nunca deixou de ser poesia…

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TOMA-ME

3, maio, 2009

Toma-me  
 
eawaitspic1Pedro F Costa

Toma-me… em teus braços nesses arpejos,
desejos, sejam em ti, como cântaros, pura
candura… que me levem, frêmitos ensejos
que pejo… se desprenda de ti em ventura

Rubores cubram teu corpo, teu seio, almejo
velejo… em meio, a gemidos… ranhaduras
cesuras… mas, só de ti, me resta um sobejo
eu vejo…entre mórbidas, afãs, desventuras

Assim… desprende-se de mim em merejo
arquejo,  diante de ti, em tantas loucuras,
agruras… sem direção, rumo, eu manejo

Vida… desse nosso amor, sem trincaduras,
ranhuras, relembro ao som de um realejo
marejo… lembro d’um poeta em amarguras

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