A NOITE
21, maio, 2009
A NOITE
Soninha Porto
O poeta aprisiona
fragmentos da noite
sacia a alma no beijo do luar,
no sabor quente
da cama dos amantes,
ao beber seus ritos e vícios
ao som dos copos de bar.
Farta-se no silêncio que acalma,
no breu que estremece
dos becos e vãos
nas esquinas da mente
dos versos febris.
Chora e briga com a solidão,
ri e faz amor com a vida.
O poeta rende-se à noite
que é criança, dama e meretriz,
em sua boca e ventre suga poesia.

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